Se você é daqueles indies talibã que ouvem música coçando queixo, se saia desse texto porque ele não é pra você. Essa é uma lista que leva em consideração os artistas que fizeram grana, tocaram nos rádios e colocaram seus clipes no topo das paradas da MTV. Listas com análises massa e levadas a sério têm aos montes. Mas essas dão muito trabalho e precisam ser bem feitas. Falar das bandas que tocaram no rádio é uma brincadeira mais fácil. É claro que ainda assim farei injustiças, estamos aqui pra isso, mas uma lista justa não tem a menor graça. Pois então. Foi, pelo menos, divertido escrever. Eu nem fiz revisão no texto (perdoem quaisquer erros). E os melhores ‘radio edition’ de 2000-2009 são:

Beyoncé – Além de ter ‘one of the best videos of all time’, ela largou as meninas do destino, vestiu o maiô, incorporou uma personagem, sacudiu os peito e lançou hits muito bons e bem produzidos (exceto halo que é ruim demais). Baby Boy, Check on It, Crazy in Love, Dangerously in Love, Diva, Déjà Vu, If I Were a Boy, Irreplaceable, Naughty Girl, Ring the Alarm, Single Ladies (Put a Ring on It), Sweet Dreams são alguns dos singles. Destaque pra chegada mortal de estréia com ‘crazy in love’ que tem um dos melhores samplers da história da música pop.

Akon – O cara é o anticristo do recente mainstream. Mesmo com aquela voz escrota de trombadinha, todas as músicas são hits e todo mês ele aparece com uma parceria nova que também faz sucesso. Smack That, Dangerous, Don’t Matter, I Wanna Fuck You, Right Now (Na Na Na) e Beautiful são algumas das músicas certeiras do cara. Ah, e quando Lady Gaga estreou com Just Dance? Quem tava sentado no sofá da loirinha? Akon.

The Killers – Dá vergonha de admitir, mas é inegável que os caras mandaram bem nos hits com letras e arranjos sempre certinhos, na medida, sem exageros. Músicas daquelas pra grudar e cantar no ônibus. Somebody Told Me, Mr Brightside, Bones, Read My Mind e Human tocaram em todas as rádios do mundo. E foi bacana. Sem falar da When You Were Young rolando pras gatinhas da Victoria’s Secret rebolando no catwalk e ainda que eles foram bem além dos episódios de O.C.. Ponto pra eles, por isso.

Kings of Leon – Eles entram, The Strokes saem. Primeiro, porque se mantiveram na ativa. Segundo, porque são bem melhores que os camaradas de Casablancas que soavam sempre iguais em todos os singles. Molly’s Chambers, The Bucket, Wasted Time, King Of The Rodeo, Sex On Fire e Use Somebody levaram um roquezinho caipira modernoso pras rádios. Bacana que os caras são na dele e se preocupam mais em fazer música. Boa banda de rock pra sua filha ser fã (e é bem provável que ela já seja porque os caras são presença).

Amy Winehouse – Drogada, feia, bêbada e com uma aranha na cabeça, fez mais do que muita cantorinha sóbria e gostosinha. Mostrou estilo, tatuagens legais, feeling e alma pra cantar (soul, r&b, reggae…), bom gosto pra escolher a banda de apoio e que um vinhozinho cai bem durante o show. Fuck Me Pumps, Rehab, You Know I’m No Good, Back to Black, Tears Dry on Their Own, Valerie, Love Is a Losing Game e Stronger Than Me levaram qualidade pro povo.

Black Eyed Peas – É irritante, mas eles têm Fergie, as manhas de fazer sucesso e botar os fãs pra dançar. E a lista de hits é grande. Boom Boom Pow, Don’t Lie, Don’t Phunk with My Heart, I Gotta Feeling, Let’s Get It Started, My Humps, Pump It, Shut Up e Where Is the Love? rolaram direto nas rádios e na MTV. Repito, é irritante, mas são competentes. Se você ligar o rádio agora corre o sério risco deles estarem tocando. Ou então uma de Fergie em carreira solo. Ou de Will.I.Am.

Menção honrosa pra Justin Timberlake, Maroon Five e Arctic Monkeys que eu não tava afim de citar na lista.


Há quem não considere, mas, sim, ler quadrinhos é leitura e das mais interessantes. E como num universo paralelo disso, o mundo das tirinhas é simplesmente sensacional. Até as ruins são imperdíveis. Acho que sair ou mergulhar na lógica, ironia, ou seja lá o que der nas ideias, em menos de quatro quadros (ou em apenas um) é coisa pra louco, ou gênio. Sem aprofundar demais nos nomes (até porque não sou entendido do assunto) Angeli, Andre Dahmer (Malvados), Cyanide and Happiness, Peanuts (Schulz) são frequêntes por aqui, mas hoje é Laerte quem dá as cartas com algumas da série Song book.


Esses dias, numa interação com @revistasuper, twitter da revista superinteressante, comentei que gostaria de ver um diretor de animação ganhar o Oscar de melhor diretor. Daí, depois, fiquei pensando em quais as chances disso acontecer e se seria mesmo justa a comparação. Não vou dizer que cheguei a uma conclusão, mas acho que o assunto pode render uma boa discussão do tipo “quem deveria ter ganho na categoria ‘melhor diretor’ deste ano? Danny Boyle, de Slumdog Millionaire, ou Andrew Stanton, de WALL•E?”. Cabe o debate?


Procurando informações sobre o fotógrafo do post anterior caí num blog (infelizmente não encontrei novamente) que tinha publicado a programação de um festival de cinema com filmes do chamado “novo cinema espanhol”. Pareceu uma boa seleção que serve como referência.

Princesas (2005), Dir. Fernando León de Aranoa
Tapas (2005), Dir. José Corbacho y Juan Cruz
Cobardes (2008), Dir. José Corbacho y Juan Cruz
Lucía y el sexo (2000), Dir. Julio Medem
La pelota vasca: la piel contra la piedra (2003), Dir. Julio Medem
La lengua de las mariposas (1999), Dir. José Luis Cuerda
Los girasoles ciegos (2008), Dir. José Luis Cuerda
Abre los ojos (1997), Dir. Alejandro Amenábar
Mar adentro (2004), Dir. Alejandro Amenábar
Pau y su hermano (2001), Dir. Marc Recha
Días de agosto (2006), Dir. Marc Recha
Hola, ¿Estás sola? (1996), Dir. Icíar Bollaín
Te doy mis ojos (2006), Dir. Icíar Bollaín
Los lunes al sol (2002), Dir. Fernando León de Aranoa
Princesas (2005), Dir. Fernando León de Aranoa
Tapas (2005), Dir. José Corbacho y Juan Cruz
Cobardes (2008), Dir. José Corbacho y Juan Cruz


Chileno de Santiago, e com apenas 24 anos, Alvaro Puentes é um fotógrafo que passou sem querer aqui pelo browser e ganhou atenção por um bom tempo. Saquei algumas fotos depois de cliques e recliques perdidos pelo Flickr, quando cheguei à galeria dele. De mais informativo pela net só encontrei um post no VisteLaCalle, un sitio de moda.

Onde isso me levou: a conhecer o Numbstar e o Paranoias.org

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Esqueçam a carne, a mente é que fraca. Games on-line é um troço que me vicia. meus últimos minutos de vida foram gastos jogando Demolition City. Viciei, mas já tá passando.


The PEN story

03ago09

Belo vídeo que fizeram pra nova/velha Olympus PEN, com uma produção muito boa e música perfeita (Down below de Johannes Stankowsk que pode baixar aqui). Dica de muito bom gosto da menina Flora. No Youtube, eles apresentam o vídeo assim: This is the PEN Story in stop motion. We shot 60.000 pictures, developed 9.600 prints and shot over 1.800 pictures again. No post production!


Explorando o Vimeo (que considero bem melhor do que o YouTube) cheguei ao vídeo White Box de Makoto Yabuki. E fiquei impressionado com a beleza da coisa toda. Fotografia, animação, música e edição perfeitas.